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CAMBIO CLIMÁTICO Y MANIPULACIÓN INTELECTUAL

Hace cuatro años escribí un artículo sobre el cambio climático porque pensaba que era un tema de actualidad. Ha pasado el tiempo y hoy sigo viéndolo, en todos los medios y con cierta perplejidad, como explicación casi universal de muchos de los males de nuestra sociedad. Por eso he vuelto a aquel texto, para comprobar cómo ha envejecido. Nunca escribo para convencer a nadie de nada. Tampoco para llevar la contraria por sistema. Escribo porque, en medio de tanto ruido, tengo la sensación de que hemos dejado de detenernos a pensar. Vivimos en una sociedad cada vez más polarizada, casi de trincheras. Cuando no te posicionas con uno de los bandos, te colocan automáticamente en el contrario. Hemos trasladado el forofismo de los derbis deportivos a la vida cotidiana: eres de los nuestros o eres de los suyos. Y el cambio climático no podía ser una excepción. Ocupa hoy un lugar central en el debate público. Se habla de él en medios, instituciones y conversaciones cotidianas. Se plantea...

MUDANÇA CLIMÁTICA E MANIPULAÇÃO INTELECTUAL

 Há quatro anos escrevi um artigo sobre a mudança climática porque achava que era um tema atual. O tempo passou e, hoje, continuo vendo, em todos os meios e com certa perplexidade, como a mudança climática é apresentada como uma explicação quase universal para muitos dos problemas da nossa sociedade. Por isso, voltei àquele texto para ver como ele envelheceu.

Nunca escrevo para convencer ninguém de nada. Tampouco para contrariar por contrariar.

Escrevo porque, em meio a tanto ruído, tenho a sensação de que deixamos de parar para pensar.

Vivemos em uma sociedade cada vez mais polarizada, quase como em trincheiras. Quando você não se posiciona com um dos lados, automaticamente o colocam no outro. Levamos o fanatismo dos clássicos esportivos para a vida cotidiana: ou você é dos nossos, ou é dos outros.

E a mudança climática não poderia ser uma exceção. Hoje ocupa um lugar central no debate público. Fala-se dela nos meios de comunicação, nas instituições e nas conversas do dia a dia. Propõem-se mudanças nos nossos hábitos e na nossa forma de viver, quase sempre em nome de uma causa maior.

E, no entanto, raramente nos fazemos uma pergunta muito simples:

até que ponto realmente entendemos aquilo sobre o que opinamos?

O clima é um sistema complexo. Sempre foi. Sabemos que muda, que mudou e que continuará mudando. Sabemos também que a atividade humana faz parte dessa equação. Mas entre o que sabemos e o que acreditamos saber, existe uma diferença importante.

Essa diferença é o espaço do pensamento.

Nos últimos anos, muitas ideias deixaram de ser debatidas para começar a ser repetidas. São assumidas, compartilhadas e defendidas com rapidez, mas nem sempre com profundidade.

E talvez seja aí que esteja a questão.

Não em negar ou afirmar, mas em nos perguntarmos se nossas opiniões são realmente nossas.

Se nascem de uma reflexão própria ou se, simplesmente, aprendemos a repeti-las e as adotamos como mais uma moda.

Não se trata de estar certo.

Trata-se de não renunciar a pensar.

 






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